❖ Não quis dizer. Não quis relutar. Dar as costas e fugir. Mais fácil, e torna tudo tão cansativo. Memórias vem à tona, apresentam falhas que existem no coração - não nos damos conta - fizemos escolhas que nos fez. Pensamos ser boas. Mas o coração permaneceu incurável... ❖ (feelingst)
Background Illustrations provided by: http://edison.rutgers.edu/

▬ O que foi, foi!

você, J!

Muitas vezes queria que tudo estivesse normal, e que agora ainda fossemos as irmãs que fomos um dia, mas eu simplesmente, não consigo ver nada positivo em me reconciliar com você. Essa é a verdade e esse é o motivo pelo qual você se frustra, sempre que tenta uma reconciliação. O que foi, foi. E agora eu talvez entenda como as pessoas se sentiam quando me deixavam. Talvez elas também pensassem isso quando eu as procurava: o que foi, foi! Foi bom enquanto foi, mas desgastou. Algumas pessoas sentem saudades, como eu; outras simplesmente seguem sem sentir rancor pelas falhas (o que sou eu, no seu caso). Mas sei lá, sinto muito. Poderia ter sido melhor. Poderia ter durado mais. Sinto muito por você, que sente bem mais do que eu. E sério, não estou sendo hipócrita… Eu realmente te amava. Mas hoje penso tudo vago a seu respeito. Só não fica vago, quando eu penso no que já foi.

▬ Nem tão perto quanto eu gostaria, nem tão longe quanto a vida me queria…

você, V.

É engraçado como pra falar de você, um sorriso se estende, mesmo você tendo sido uma das pessoas que mais me abandonou. Acho que você me fez tão feliz, pois as coisas que dizíamos eram tão idiotas; e isso te tornava comum. - Você era o único que fazia isso, mas ainda assim, era o mais perto de uma pessoa comum. - Ia embora, sumia por meses, e voltava como se nada tivesse acontecido, dizendo que sentiu minha falta, que tava curtindo todas e que sua vidinha de boy era exatamente do jeitinho que combinava com você. Me falava da sua família, me falava dos seus amigos. Me mandava fotos e vídeos e gritava pedindo coisas recentes minhas pra que pudesse ver como eu estava. Foi você que me inspirou fazer esse tumblr. Essa é a verdade. Encontrei seu facebook, e já faz mais de 2 anos que nós não nos falamos. Nunca foi tão vão a nossa relação. Eu não sinto saudades suas. Mas sinto. Não nego que quis te mandar uma mensagem dizendo que você está exatamente o boy que sempre imaginei que seria. Tá com cara de marra, todo gostosão… e no meio de tantas fotos sorrindo, de tanta farra e curtição, me perguntei se em algum momento você para pra pensar que um dia eu passei pela sua vida. Eu parei hoje. Parei pra lembrar de você e pra escrever isso daqui. Parei pra escutar Chimarruts e me perguntar se em algum momento você escuta Minha menina e ainda lembra de mim. Sua amizade foi muito importante. Vi a frase Não é impossível ser feliz depois que a gente cresce. Só é mais difícil - e me dei conta no quanto era tão mais fácil amar quando eu tinha somente 13 anos. Como eu me entregava as minhas amizades e botei a mão no fogo por pessoas que hoje não procuram mais por mim. Hoje é tão difícil, sabe? Dizer que amo alguém. Hoje não consigo entender como eu pensava que as coisas poderiam dar certo. Não dariam. Não deram. Não foi eterna as amizades que cativei. Que fui cativada. Sinto saudades demais. Sei lá. Eu só queria dizer que sinto, sinto, sinto sua falta mesmo. Quis te mandar uma mensagem. Eu falei isso, né? Já escrevi, é. Sabe porque não mandei? Tenho um receio enorme de você dizer “cara, ainda? supera”. Eu fiz tantas vezes isso, durante anos, e você sempre foi fofo, mas também percebi que depois de um tempo deixou de ser recíproco. Era retórico. Eu sabia que você tinha um carinho por mim, mas já foi… O quanto nós tivemos que sorrir, já sorrimos. Hoje crescemos e tudo mudou. Eu mudei, mas você mudou bem mais. Eu ainda estaria aqui se precisasse. Mas você não. 

▬ Retirou a caixinha do bolso e entregou-lhe, como quem pedisse desculpas, e disse adeus!

você, NL!

Criei esse tumblr, por que um outro motivo me inspirou. Mas a minha primeira publicação tinha que ser sobre você. Pensei em como começar, e só isso me veio a cabeça. O título foi fácil, acho que essa frase dita à mim por você, marcou. Lembro que você fez uma redação na escola, e ela teria como ênfase essa frase que intitulei meu texto, ou a música do Djavan que dizia - Por ser exato, o amor não cabe em si. Por ser encantado, o amor revela-se. Por ser amor, invade, e fim. Você preferiu falar da caixinha. Quem diria que ela um dia faria sentido, sabendo que você me deu tudo que devia, e foi embora. E hoje eu me pergunto, será mesmo que essa sua redação foi real? Será que você foi real? Descobrir suas mentiras mesmo depois de 3 anos, não fizeram bem pra mim. Me questiono muito em como nunca passou pela sua cabeça que eu não devesse saber a verdade. Em como não havia problema mentir pra mim enquanto eu dizia te amar. E você também dizia. Será que amava? Um dos meus desejos era lhe fazer essa pergunta. Era entender você. Não sei como foi tão fácil dizer coisas se você sempre soube a verdade. Que eu enxergava uma mentira. Que eu me iludia com algo que jamais iria ser. Eu definitivamente, não me importo. Eu algumas vezes vi fotos suas e disse “foda-se” pra mim mesma. Só que pra você. Queria que você se fodesse. E na moral, eu quero. Foda-se, vei. Acho que você não é uma pessoa digna de ter algum efeito em mim. Se antes de saber tudo, eu já te menosprezava pelas coisas que me fez, imagina agora que eu sei que você foi só uma farsa. Uma farsa que nunca meditou o quanto faria diferença na vida de alguém. O quanto magoou, feriu e marcou o coração de quem inocentemente te amava. Cicatrizou. Mas memórias trazem à tona as falhas da minha escolha. Quando eu penso em você, reluto às lembranças, pois não me merecem. Não devem me martirizar. Não vale a pena. Não por você.